Minha janela respirava.
Sempre me disseram que as janelas eram os olhos,
mas descobri que elas são os pulmões,
por onde o ar escorrega através dos espaços de persianas, furos e frestas,
E enfim, afoga-se em si.
As janelas não olham,
Elas respiram.
Bufam quando contrariadas,
E abrem-se, enfim, quando deleitadas.