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Não sei como começou a nomenclatura das gerações, mas nessa lógica estava pensando sobre a geração de bebês e crianças pequenas que nasceram e cresceram durante o período da Pandemia de Covid_19. Daí meu título, a Geração C.


Em uma ocasião em que eu estava em uma fila aguardando, à frente havia um pai com uma bebê no colo que devia ter em torno de 6 meses e havia umas duas mulheres que falam com os dois elogiando e fazendo gracinhas para a pequena. A cena parece típica, mas não é – ou não era! – porque ambas as mulheres estavam de máscara, assim como o pai, o que fazia com que a bebê só ouvisse suas vozes e enxergasse os olhos, não tendo noção da expressão total do rosto daquelas pessoas.

Essa cena me levou a pensar muito sobre como esses bebês irão construir essa Gestalt do rosto das pessoas, como elas irão registrar as expressões e identifica-las com o tempo, uma vez que metade do rosto passou a ficar escondida do olhar. Isso é relevante para um bebê que nasceu no fim de 2019 ou início de 2020 uma vez que estamos falando de toda a sua vida.

Já em outra perspectiva, mas ainda sobre a máscara, a Geração C de crianças parece não se incomodar com o uso dessa proteção como os adultos ainda se incomodam. É igualmente interessante reparar como a máscara passou a ser um objeto de vestuário rigorosamente habitual para os pequenos, não há nenhuma ansiedade em retira-la como vemos os adultos fazendo tão logo possam. Os miúdos usam a máscara como usam sapatos. Estão ok com isso, faz parte e já entenderam que esse objeto faz parte da vida deles.

Ainda há aqueles que sentem falta de ver o rosto por inteiro das pessoas. O que de fato, no meu julgamento, é muito relevante. Há os que ficam angustiados quando enxergam pessoas sem máscara. Temos ainda os miúdos que desenvolveram uma ansiedade mais elevada a qual se expressa em certa dificuldade no contato social ou em medos de contaminação. Também há miúdos e miúdas que estão bem simplesmente.

Para mim ficam muitas dúvidas sobre como a Geração C foi e ainda é subjetivada por esse momento que para nós, adultos, foi tão atípico só que para ela, foi e ainda é, somente a vida que conhecem e que vivem.

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Bibiana Malgarim
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