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Psicologia

Obesidade Infantil: A fome é de que, afinal?

Já falamos anteriormente sobre a questão da Obesidade Infantil e o quanto essa questão demora a ser abordada, seja porque é negligenciada, seja porque é negada. Entretanto, é preocupante esse fenômeno porque os índices estão altos – e crescem – na população infantil e jovem. O fato é que: a obesidade é uma doença e deve ser tratada.

Mas, qual é a causa da obesidade? Qual é a sua raiz?

O que origina pontualmente a Obesidade não é claro para os cientistas, pois as variáveis envolvidas são inúmeras, ou seja, as causas são genéticas, orgânicas, metabólicas, nutricionais, emocionais e sociais, e isso tudo pode ser concomitantemente. Sendo assim, o fenômeno é complexo e com isso, em geral, muitos dos fatores citados estão articulados entre si e o tratamento exigira mais de um profissional envolvido.

Um dos problemas da Obesidade Infantil são as consequências a longo prazo, ou seja, na adultez, como referido no artigo anterior, período no qual problemas sérios como doenças coronarianas podem levar o sujeito a morte. Entretanto, nesse momento abordaremos as consequências a curto prazo, as quais também são importantes e graves, pois problemas de ordem física – como transtornos endócrinos ou relativos a pressão arterial, aparecem muito precocemente fragilizando um organismo em constituição – e de ordem emocional – baixa-estima, dificuldades nas relações interpessoais, depressão, dentre outros – podem ser percebidos tão logo o quadro de Obesidade está instalado e muito diferentemente do tom pseudo carinhoso do “fofinho”, estamos falando de um problema sério e com consequências igualmente importantes para o sujeito.

No tocante ao tratamento, como já referido, possivelmente seja necessário um tratamento multidisciplinar, contudo ressalta-se que o tratamento emocional é fundamental nesse processo, pois questões emocionais estão profundamente vinculadas ao quadro da Obesidade Infantil, pois o excesso de peso pode, inclusive, estar a serviço de um outro quadro como a depressão, por exemplo, ou ainda, encobrir como um mecanismo protetivo uma situação de violência.

Criança com obesidade não é “fofa”, é um sujeito que necessita de atenção e auxílio.

OBS.: Hoje começa uma campanha do governo federal a respeito do combate a Obesidade Infantil.

Fofinho: Eufemismo para Obeso?

Em janeiro desse ano (2013) saiu uma reportagem no Jornal Zero Hora com um especialista em Obesidade Infantil, na qual o assunto é reportado como algo importante de receber atenção e ressalta-se as  implicações que o excesso de peso tem e terá sobre a vida das crianças na sua vida adulta.

Dos transtornos alimentares – anorexia, bulimia, compulsão alimentar e obesidade, por exemplo – o último é o que menos recebe atenção e o que mais tardiamente é tratado – e com isso, subentende-se que é o mais tardiamente “visto” pelos cuidadores e reconhecido como um problema real. Entretanto, para a criança o seu excesso de peso já se torna um fardo a ser carregado muito antes dos pais e cuidadores se darem por conta disso, principalmente quando em idade escolar, período no qual o peso – em excesso – não passará desapercebido para seus coleguinhas, o que pode dar margem para um outro problema: o bullying ( http://conversadegentemiuda.wordpress.com/2012/09/20/bullying-vamos-continuar-conversando-sobre-o-assunto/ ).

O que pode ser tratado como algo comum ou que não implica sofrimento – psíquico e físico – e receber o nome de “fofinho”, pode na verdade estar escondendo ou negando um problema real e de implicações futuras muito sérias – e não estamos falando somente de implicados da ordem psíquica, inclui-se também questões da ordem social e física.

Inconsciente: O que é dito sobre esse ilustre desconhecido?

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Em uma divulgação da Revista Super Interessante (Fev.2013) a capa trás como reportagem central o tema do INCONSCIENTE. Essa capa me chama a atenção, em especial, devido a linha teórica com que trabalho, a psicanálise, e esse tema – conceito – ser um dos principais pilares da teoria psicanalítica.

A Psicanálise, alvo de inúmeras críticas da dita ciência, trabalhou desde o seu princípio com a ideia de Inconsciente. A reportagem da revista, certamente para a surpresa de muitos, reafirma a teoria de Sigmund Freud sobre o Inconsciente e toda a sua influência sobre o nosso comportamento e forma de relacionarmos uns com os outros. As neurociências, através de exames sofisticados e pesquisas aguçadas, têm podido demonstrar isso.

Vale a pena passar os olhos pela reportagem e entender mais um pouquinho, de maneira simples, o que se entende como Inconsciente e como ele age em nós. Para quem quer aguçar a leitura e aprofundar, segue duas indicações:

Título: Da Neurologia à Psicanálise – desenhos neurológicos e diagramas da mente por Sigmund Freud. Autores: Lynn Gamwell e Mark Solms (2008, Editora Iluminuras)

Título do texto: Projeto para uma psicologia científica ( Obras completas, Vol.I, 1886-1899). Autor: Sigmund Freud. (Editora Imago).

Bom mergulho!

Estamos de Volta!!!

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O BLOG está de volta das “suas” férias!!!

Vamos continuar conversando e trocando ideias sobre assuntos e temas ligados a psicologia, ou ainda, publicar alguns textos sobre questões mais gerais – Só Palavras.

Ótimo retorno para todos!!

Luto pela Cidade de Santa Maria (Locais de Apoio Psicológico em SM)

Com imenso pesar hoje registro aqui no Blog o meu sentimento de tristeza e consternação por todos os envolvidos no trágico acidente ocorrido na boate de Santa Maria nesse final de semana. Uma cidade querida, na qual nasci e construí as bases da minha formação profissional, além de possuir laços de amizade muito importantes para mim lá.

Visando utilizar o Blog como uma via de auxílio nesse momento, abaixo seguem alguns locais de apoio psicológico que os nobres colegas de Santa Maria estão divulgando para atendimento de familiares das vítimas:

Pessoal, eu e os colegas do Ambulatório de Saude Mental da Prefeitura Municipal (Silva Jardim, 1383) estamos a disposição para atendimentos psicológicos de familiares das vítimas. Favor divulgar. (Fonte: Perfil Ana C. Bolli, Facebook)

Estagiários e ex estagiários da CEIP interessados em realizar plantao psicologico na clinica, em razao do atendimento aos familiares das vitimas, favor entrar em contato atraves do email ceip@smail.ufsm.br. Enviem o nome, contato e horario disponivel ( escalas de plantão na segunda a tarde e terça manha e tarde). Todos os interessados serao contatados hoje à tarde para organizacao da escala de plantao. Vamos divulgar! (Fonte: Perfil Amanda Schreiner, Facebook).

ATUALIZAÇÃO (09:26, Terça-feira)

Caros colegas, o Conselho Regional de Psicologia RS e a sede de Santa Maria realiza CADASTRO para profissionais psicólogos que tenha desejo em trabalhar voluntariamente no auxílio às famílias das vítimas.

Seguem os contatos:

Santa Maria: (55) 32195299

Porto Alegre: (51) 33346799.

22:35, segunda-feira

Locais para atendimento psicológico para familiares das vítimas, sobreviventes do incêndio e profissionais:
-CAPS CAMINHOS DO SOL – Rua Borges de Medeiros, 1897. Fone: 55 – 39217144 (pode ligar a cobrar). Atendimento nas 24 horas do dia.

– WP/SANTA MARIA – Rua Professor Braga, 281. Fone: 55 – 30262340
Das 8h às 18h durante a semana de 28/01 a 01/02/2013.

Informações e orientações na Subsede do CRPRS – Rua Marechal Floriano Peixoto, 1709. Sala 401. Fone: 55 – 32195299. Das 9h às 18hs. (Fonte: Perfil Camila Freitas, Facebook).

15:20, segunda-feira

Aos colegas psicólogos: hoje à tarde, as 15h30 haverá um reunião no CAPS AD (Borges de Medeiros, 1897 – Santa Maria) para reorganização dos trabalhos nesta segunda fase. Quem puder comparecer ou quiser informações, o fone é 3921-7144. (Fonte: Perfil César Bridi Filho, Facebook).

Clima de férias!!

Férias

Estão sentindo esse clima? O tal clima de “sombra e água fresca”?

É o período de férias! Ansiado por muitos e muitos, desejado como água no deserto, e que, quando se consegue, a teoria da relatividade é clara: o tempo passa muito rápido!

É um período propício para deixarmos as “baterias” recarregadas, e entende-se por isso, aumentarmos nossas possibilidades de trabalhar e criar para quando voltarmos a rotina de estudo e trabalho.

Como a vida é feita de momentos, e o período de férias é um grande momento, aproveitem para descansar o corpo e a mente, fazer coisas que não estão na rotina, desapegar do relógio, conhecer um lugar deslumbrante, e, lembrem-se: não fazer coisa alguma também está super valendo!

Boas férias, para quem as tiver!!!

Homem ao mar! Joguem a Galinha Pintadinha!

Sim pessoal, é notório que Galinha Pintadinha é um fenômeno entre as crianças! Isso é indiscutível, basta colocar uma criança na frente da televisão com a Galinha Pintadinha e pronto, a mágica está feita: a casa está em paz novamente!

                É igualmente fato que, esse desenho musicado – e hipnótico – não é comprado, muito menos passado incansáveis vezes (ao dia!), somente pela felicidade dos pequenos rebentos, muitas vezes parece que a Galinha Pintadinha é a atual “boia salva-vidas” de pais que avistaram uma ilha – o desenho – e se jogam para lá sem questionar se será um ambiente inóspito, ou não. Apenas, busca-se um refúgio, e eis que surge a Galinha Pintadinha!

                Na melhor das hipóteses, esses pais estão exaustos da rotina de seus dias e disponibilizam para seus bebês esse momento “lúdico televisivo” para conseguirem alguns momentos mais tranquilos e retomarem um equilíbrio necessário para tocar o dia – que certamente ainda não acabou! Na pior das hipóteses, essa “boia salva-vidas”, é a alternativa mais fácil, mais rápida, mais eficaz e constante de manter uma criança absorta, sem necessidade de se envolver demais com a mesma, e ainda assim, manter a ilusão de que: “Sim, eu estou envolvido com meu filho!”.

                O problema, definitivamente, não é a Galinha Pintadinha – pois, antes dela, havia outros e depois dela, haverá muitos outros desenhos nesse formato – mas sim, a serviço do que está essa ferramenta: Entreter? Absorver? Estimular? Aliviar? Divertir? Saída de emergência?

                E então, a Galinha Pintadinha, foi comprada para quem aí na casa?

Coisas de irmãos! Coisa de Irmã!

Os irmãos representam, dentro da estrutura familiar, uma aproximação hierárquica, não está submetido a ele, pois ele é um sujeito em pé de igualdade dentro dessa composição. Na prática, ainda que a afirmação anterior não esteja errada, algumas distinções são possíveis sim de serem observadas quando a família é composta por mais de um filho : os pais se relacionam de maneiras diferentes com os filhos, os momentos em que foram gerados e nasceram são diferentes, seus temperamentos são igualmente distintos, mas uma coisa compartilham em igualdade: são irmãos!

Irmão – ou irmã – é bem mais que esse equivalente dentro da composição familiar. É alguém com quem buscamos nos identificar, buscarmos referências, buscamos uma cumplicidade, a qual os pais já não acessam. É uma relação composta por momentos de risada e muitos outros de drama e crise.

A relação fraterna passa longe de uma amizade, é uma relação em se permite a presença de palavras ásperas com a certeza de que a relação, dali uns minutos ou amanhã, está firme, como antes: com a mesma intimidade, com o mesmo tom de acolhimento. Nada parece mais confortável que a presença desse irmão – irmã – na qual os pudores são menores, os cuidados são referentes a prestar atenção nos momentos em que se estão juntos.

Ter irmão é tudo de bom.

                                                                                              Texto em homenagem ao aniversário da minha irmã – Fernanda Malgarim Zasso.

Freud em Quadrinhos: tudo de bom, não é?

Quer mais uma dica de livro?

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Pois aqui vai! O livro “Freud” de Corinne Maier e Anne Simon na verdade não é bem um livro, mais parece uma revista e em quadrinhos!

Esse formato divertido conta a história de Sigmund Freud e da Psicanálise através de ilustrações, as quais tem o estilo de uma história em quadrinhos.

A teoria é abordada de maneira divertida e as autoras apresentam diversos dos casos clássicos, como Anna O. e O Homem dos Ratos, por exemplo, além do Complexo de Édipo e outros pontos importantes da teoria e também da técnica psicanalítica que o pai da psicanálise apresentou para o mundo.

Confira, divirta-se e, de quebra, tenha a oportunidade de revisar ou aprender de maneira bem humorada uma teoria – e uma técnica – séria e consistente!

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(OBS.: A imagem foi desfocada propositalmente.)

O Livro Negro da Psicopatologia Contemporânea: Dica de Livro do Conselho Regional de Psicologia – Recomendadíssimo!

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A última edição do Entre Linhas (Out. Nov.Dez.2012), material de autoria do Conselho Regional de Psicologia do Rio Grande do Sul (CRP-RS), trás na sessão Dica Cultural, escrita pelo colega Lucio Fernando Garcia, a indicação do livro “O Livro Negro da Psicopatologia Contemporânea”. Compartilhando de uma impressão similar à do colega em relação ao livro e também por entender que se trata de uma leitura muito interessante para nós psicólogos – e agentes da saúde mental , em geral – decidi dedicar um momento para conversar sobre o material.

O livro, cuja organização é de Alfredo Jerusalinsky e Sílvia Fendrik, e cuja leitura já realizei, compila uma série de textos interessantes, consistentes e questionadores sobre questões referentes as psicopatologias atuais – e nem tão atuais como usualmente se pensa –, suas classificações e o uso dos fármacos como uma alternativa fundamental e preponderante.

Dos textos que compõem o livro, saliento o capitulo do próprio organizador, Jerusalinsky, “Gotinhas e comprimidos para crianças sem história. Uma psicopatologia pós-moderna para a infância” e o de Angela Vocaro, “ O efeito bumerangue da classificação psicopatológica da infância”. Vocaro faz uma construção interessantíssima de como o diagnóstico pode se tornar a própria identidade da criança, e essa, por sua vez, deixar de ser um sujeito com outras facetas, assumindo o transtorno como o seu “eu”, o qual passa a ser apresentado publicamente/socialmente. A autora indica olharmos para a prática clínica com a delicadeza que essa prática merece, compreendendo profundamente que não se trata de uma prática qualquer, nem de algo que poderá ser cerceado através de prescrições pontuais e positivistas, muito antes pelo contrário, trata-se de um espaço de acolhimento de ocorrências clínicas, com significações específicas, e com isso, impactos particulares e imensuráveis.

Já Jerusalinsky apresenta-nos questões pontuais referentes ao TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade) – diagnóstico tão comum hoje em dia, quanto banana em feira – e ao Autismo. Além disso, discute a necessidade pela busca dessas 20130108_224945denominações/nomenclaturas – no sentido de aplacar a angústia do não saber de pais e pacientes, e por que não dizer, dos próprios profissionais – e o que entendo como o “ouro” da clínica, que vem a ser a possibilidade de escuta da trajetória de cada sujeito, incluindo seus dessabores e sofrimentos, para assim “decifrar” o que é dito, o que é visto e o que é vivido.

Com certeza é uma leitura que vai fazer você pensar. Super indicação! Parabéns ao CRP.

 

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