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Bibiana Malgarim

Licença Paternidade: “Não basta ´ser pai´, tem que participar”

 
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Saiu uma notícia muito interessante ainda ontem: A licença paternidade pode ser ampliada para até 20 dias. Não é muito, mas vamos combinar que 5 dias é até engraçado!

Lembro exatamente quando ouvi pela primeira vez sobre o assunto, ainda bem no início da faculdade (segundo ou terceiro semestre), ainda muito imatura e cheia de preconcepções pouco refletidas e com vieses complicados. Foi nossa patronesse, na época coordenadora do curso, quem comentava do pouquíssimo tempo para a licença paternidade. Na época não entendi muito bem e ela me explicou, e a partir daí fez outro sentido para mim.

Numa sociedade predominantemente machista, o filho é da mulher, certo? Na prática – e na vida – errado! Licença paternidade não é uma novidade e já é público e notório há mais de século que a figura paterna é absolutamente importante na vida do seu filho. E veja bem, eu falei em FIGURA, não em sexo masculino. Vamos registrar que por FIGURA entende-se uma série de cuidados e de marcas sociais que serão destinadas a esse pequeno que está em constituição.

Em países europeus a licença aos PAIS pode ser distribuída entre os dois, como os mesmos acharem melhor, isto é, é licença para OS PAIS cuidarem dos seus pequenininhos. Não é muito interessante?

Por óbvio que não somos um país europeu, você já deve ter pensando isso. Logo, é compreensível que nós mesmos – brasileiros – tenhamos que ir achando o que funciona para nós como cultura própria que temos e que somos. De qualquer forma, saber que os pais poderão estar mais uns dias próximos dessa gente miudinha e de seus parceiros e parceiras logo após o nascimento (ou adoção) é uma notícia que vale a pena registrar.

 

OBS.: O link da notícia original se encontra acima, na primeira linha.

😉

 

 

7 Coisas que você precisa/pode saber sobre Psicoterapia Infantil:

Se vocês olhar na internet verificará rapidamente que há uma série de listas para quase tudo. Basicamente uma lista de coisas que você “precisa” saber sobre algum tema ou sobre alguma pessoa. Algumas dessas listas são desnecessárias – do meu ponto de vista, claro – outras, rendem alguma informação ou algumas risadas.

Pensando em algumas informações que podem ser interessantes de saber sobre PSICOTERAPIA INFANTIL, fiz a minha lista: 7 coisas que você precisa/pode saber sobre Psicoterapia Infantil:

 

  1. É diferente de Psicoterapia de Adulto: A Psicoterapia com adultos é diferente da com crianças, embora o que embase essas práticas – a teoria psicanalítica, no caso – seja semelhante, se não igual, em muitas circunstâncias. O Inconsciente é inconsciente para todos! O que difere substancialmente é a técnica que o psicólogo empregará com o público infantil.

 

  1. Psicoterapia Infantil é com brinquedos, mas, não é brincadeira: A técnica infantil usa como um dos principais meios o brinquedo – e a criança e o psicoterapeuta fazem a brincadeira. Embora se utilize brinquedos para acessar as questões da criança, não se trata de um brincar qualquer, ou que ocorre em qualquer contexto. Dentro do setting da psicoterapia o brinquedo tem um significado diferenciado e absolutamente particular a cada criança.

 

  1. Não é necessariamente rápida… nem longa: Há um mito sobre a extensão que a psicoterapia podem levar: “Demora!”. Isso tanto para criança quanto para adultos. Como saber? Cada caso é um caso e isso será acompanhado e discutido com o psicoterapeuta. De uma forma mais genérica dois cuidados devem ser tomados: Psicoterapia não é estilo fast food, ou seja, questões de ordem emocional, por melhor que o psicoterapeuta seja, não se resolve em semanas (ou alguns meses). Não existe pílula para tristeza, insegurança ou luto, por exemplo, e são todas situações que precisam de tempo para “melhorar” – lembrando ainda que cada um tem seu próprio tempo. Por outro lado, a Psicoterapia também não precisa levar anos! O que você esperava para o seu filho quando começou a Psicoterapia e agora? Como ele se beneficia(ou) do processo? Como está o desenvolvimento esperado dele? São questões que podem ser consideradas para a finalização do processo. Converse com o psicoterapeuta.

 

  1. É imprescindível que os pais apoiem: Você já ouviu a frase: “Não há bebê sem mãe, nem mãe sem bebê.”, o mesmo se aplica ao item 4 da nossa lista: não há psicoterapia infantil sem apoio dos pais. Muitas vezes não é um processo fácil: além das questões emocionais que são revisadas, há questões de ordem prática como levar, esperar, não saber o que acontece dentro da sala e sentir-se excluído, investir, etc.

Entretanto, sem esse apoio – nos momentos bons e ruins, tal qual um voto de casamento – o pequeno sozinho não tem possibilidade de acessar e manter o seu tratamento, e isso pode fazer toda a diferença para a vida do pequeno.

 

  1. É necessária: Dificuldades emocionais e comportamentais não se curam com “o tempo”, ou seja, não passam sozinhos, e tenha certeza, não será do mesmo jeito que foi com você, pai e mãe. As necessidades são diferentes porque as demandas são diferentes para cada pessoa e em cada momento social e cultural.

Logo, se o pequeno está com alguma dificuldade emocional – está sofrendo, com ansiedade elevada ou ainda alguns sintomas somáticos (relativos ao corpo, como por exemplo, ganho de peso sem explicação médica) – a Psicoterapia é um recurso fundamental.

 

  1. Psicólogo não é a mesma coisa que professor: Em algumas circunstâncias é comum as crianças demonstrarem que estão sofrendo emocionalmente através de resultados escolares não esperados (ou comportamentos diferentes do habitual no ambiente escolar). Essas situações também podem levar a criança a Psicoterapia. Mas, psicólogo não é professor de reforço, ou seja, o objetivo não será a melhora das notas no colégio. O foco é o bem-estar da criança e seu pleno desenvolvimento, o que obviamente, inclui a escolarização e socialização.

 

  1. Psicólogo e Terapeuta: Embora comumente se utilize como sinônimos não são: Psicólogos fazem terapia psicológica; Terapeuta pode fazer qualquer ordem de terapia, isto é, é um termo genérico. Podemos utilizar para Terapia Psicológica (Psicoterapia), Terapia Medicamentosa, Terapia Fonoaudiológica, etc. Logo, quando você procurar um Psicoterapeuta para seu filho você estará procurando alguém com formação específica em Psicologia.

 

Espero que a listinha tenha ajudado a entender um pouco mais sobre a Psicoterapia Infantil: é coisa séria, importante e faz muita diferença!

😉

Os insights de Armandinho: Filho é Investimento ou Despesa?

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(Fonte: A tirinha foi compartilhada da página: https://www.facebook.com/tirasarmandinho/ )

 

Não possuo sombra de resposta para a questão colocada como título do Post de hoje: Filho é Investimento ou Despesa? O personagem da tirinha, Armandinho, sempre me faz rir e na sequência, refletir um pouco. Por isso realmente adoro o Armandinho.

E realmente, pensando na lógica do Investimento, não seria essa a pergunta mesmo: E qual retorno você espera disso tudo? Essa questão não é simples, muito menos prazerosa de ser pensada, uma vez que raramente se escuta pais e mães falarem sobre o que querem de seus filhos como retorno por todo o investimento feito, às vezes da vida toda desse homem ou dessa mulher.

Se entrarmos em uma discussão sobre os componentes narcisistas que levam a ter um filho e fazer dele seu investimento pessoal – como é absolutamente comum na dinâmica social atual – certamente muitos argumentos e explicações emergiriam. Mas, não iremos enveredar por esse caminho. Não nesse momento.

O que queria mesmo saber é: qual a sua resposta para essa pergunta? E não se apresse em responder intempestivamente: “Não espero nada!”, porque essa resposta é só para você mesmo, ninguém ficará sabendo.

E eu volto a pergunta: Cá entre você e você mesmo: Nada mesmo?

O Quarto de Jack já esteve aqui no BLOG

Você já conferiu os indicados ao Oscar de 2016?

Um deles, não sei em qual categoria exatamente, é o filme O Quarto de Jack. Esse filme, cujo trailer estamos deixando o link aqui nesse post, já esteve como tema do BLOG em 2013!

O filme se origina do livro “O Quarto” e realmente  nos conduz a uma viagem diferente e intensa na vida de um garotinho e sua mãe, e como pano de fundo e razão para tudo o que acontece a figura de Jack.

Confira o texto original sobre o livro, cujo nome é “Vamos sair dos nossos quartos pessoais” e o veja o trailer!

Agora é esperar o filme chegar nas telas!

 

 

O “Pequeno Príncipe” e o que ele pode mobilizar: Nossos caminhos essenciais!

Vi o filme o “Pequeno Príncipe” bem recentemente e fiquei absolutamente deslumbrada, pelos mais diferentes aspectos emocionais, quero dizer.

Quando lançaram não me mobilizei muito: conhece a história, frases lançadas nos espaços sociais da internet, punhados de livros com capas diferentes nas livrarias, enfim, aquela mobilização típica de um lançamento de filme “infantil”. Certo dia, uma criança falou que quando viu o filme chorou pra valer durante a exibição. Isso me chamou a atenção. Minha experiência com o filme veio depois e assim como esse pequeno que relata sobre suas lágrimas durante o filme, eu não escapei.

A célebre fase “O essencial é invisível aos olhos” e cenas com os passos dos personagens nas cenas colaram em mim. Senti e pensei sobre isso durante o filme e depois dele, e isso me emocionou profundamente.

Pensei nos caminhos que as nossas vidas tomam, fazem e abrem durante todos os anos de desenvolvimento tal como os passos dos personagens que aparecem em alguns momentos do “Pequeno Príncipe”, essa parte invisível da vida e que nos leva a sermos quem somos. Entretanto, esse caminho é frequentemente esquecido, deixado em um limbo de memória perigosa, como o próprio aviador sinaliza: o problema é esquecer. É verdade. Esquecer o caminho, que é tão essencial, faz com que olhemos para o que somos hoje – para o que nos tornamos – e esqueçamos que o que se alcançou, sucessos ou fracassos, não são aleatórios, não são fruto do acaso.

Para mim, o filme trouxe à minha tela emocional, de maneira essencial, que o caminho, o percurso, não pode ser esquecido pois ele é fundamental: é ele quem conta, de fato, a história. Olhar só para o “resultado”, para o que se percebe hoje, pode – e provavelmente, sim – deixará a parte essencial relegada a um cometa desintegrado de todo o planeta que somos.

 

Confere o filme e veja o que ele trás para a sua tela!

Empatia

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(Fonte:https://www.facebook.com/tirasarmandinho/?fref=ts)

Adoro as tirinhas do Armandinho! Seguidamente pego-me dando uma espiada nelas para dar leveza ao dia, rir um pouco, e ao mesmo tempo, fazer-me pensar em algum aspecto diferente.

Esses dias li essa tirinha, acima, sobre Empatia, inclusive a levei para meus alunos para pensarmos sobre isso em aula, visto que estudamos Psicologia. Esse conceito parece muito simples, excessivamente simples, entretanto só parece porque de fato, o exercício de se colocar no lugar do outro exige você necessariamente abrir mão, ainda que momentaneamente, das suas certezas, das convicções mais profundas e poder olhar de uma outra perspectiva, sentir de outra forma.

Para conectar-se ao outro empaticamente é imprescindível abrir mão de si mesmo por alguns momentos, ou ainda, mudar a partir da experiência que esse outro convocou em você.  Interessante e paradoxalmente é que entendo que isso só é possível quando você se sente profundamente apropriado de si, ou seja, escutar o outro de maneira profunda e buscar sentir sua dor ou sua felicidade, experimentar suas ideias e vivências, não compromete você, simplesmente porque se está seguro de quem se é.

Estar seguro de quem se é, permite inclusive, mudar esse jeito assegurado de ser.

😉

Lançamento do Livro “Pais e Filhos Separados Alienação Parental e Denunciação Caluniosa”: Emoção grande e votos de ótimas leituras!!

Nessa última sexta-feira, 23 de outubro, no Baden Café em Porto Alegre (RS) lançamos nosso livro “Pais e Filhos Separados Alienação Parental e Denunciação Caluniosa”!!

Confira na timeline do facebook algumas fotos e comentários sobre o lançamento:

https://www.facebook.com/conversadegentemiuda

Em breve mais comentários sobre o livro, além de uma resenha!

Informações sobre aquisição do material podem ser encontradas através da editora Criação Humana.

Em síntese: Muito feliz e satisfeita, torcendo que o livro possa ser discutido e melhorado com a apreciação de amigos, colegas e interessados!!

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(Luiza Godoi, Fernanda Zasso e Bibiana Malgarim)

Dia da Criança com versinho do poetinha

Não daria para deixar de registrar a comemoração do dia de hoje: Dia das crianças.

Meu desejo para elas – e para nós – é que elas possam ser tudo que há no potencial de ser uma criança, incluindo ter uma infância e sentir-se incompleta e feliz simultaneamente, como todo ser humano.

Um pouco de Mário para nós nesse dia:

“Só as crianças e os velhos conhecem a volúpia de viver dia-a-dia, hora a hora, e suas esperas e desejos nunca se estendem além de cinco minutos…”

Mário Quintana

Livro “saindo do forno”: Pais e Filhos Separados – Alienação Parental e Denunciação Caluniosa

Caros Amigos do Blog e simpatizantes!!!

No dia 23 de Outubro o livro “Pais e Filhos Separados – Alienação Parental e Denunciação Caluniosa” será lançado aqui em Porto Alegre, no Café Baden (localizado no Bom Fim). Também estará disponível através da editora Criação Humana.

É um projeto feito com muito carinho e pensado em detalhes, justamente para promover uma ampla possibilidade de reflexões, questionamentos e outras novas ideias sobre o tema!! A parceria foi realizada entre dois campos de saber os quais se complementam em muitos sentidos, a Psicologia e o Direito. O diálogo entre as áreas de conhecimento é algo cada vez mais exigido dos profissionais, entretanto esse livro tem um caráter ainda mais abrangente, ou seja, não é direcionado exclusivamente para psicólogos ou operadores do direito.

Após o lançamento, apresentarei no BLOG uma resenha sobre o livro!!

Compartilho com vocês minha satisfação e felicidade!!

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