Entre os dias 16 e 18 de Novembro o curso de Psicologia da UNISINOS conterá com o II Colóquio Psicanálise e Sociedade e o foco desse encontro é na infância e na educação infantil. No dia 16, pela parte da manhã, mediarei a mesa “O trabalho da Psicologia em Diferentes Contextos da Educação” composta pelos convidados: Andressa Andrioli e Melissa Hickmann Müller (EDUCAS)
Georgius Cardoso Esswein e Carolina Machado Mombach (SEMEC Ivoti).
Mais informações: https://www.facebook.com/events/1665101543802399/
Promover, desenvolver e participar de espaços de discussão, reflexão, trocas e transformações é a cara da Psicanálise. Que satisfação fazer parte disso!
Hoje podemos dizer que há o melhor presente do mundo, e diferentemente da minha posição mais comum, digo que esse presente pode ser generalizado: todas as crianças querem e precisam: você!
A presença dos pais na vida de seus filhos virou um presente: Algo especial! Isso pode ser ótimo, tanto quanto pode ser um tanto assustador. Estar presente é fundamental para o desenvolvimento das crianças, é enriquecedor para o laço social e potencializa a condição afetiva dos miúdos. Mas, quando a presença das figuras mais importantes para os pequenos virou um presente? Numa perspectiva mais otimista e romântica, sempre o foi; numa perspectiva menos otimista, calcada nas observações diárias, virou um presente porque é raro, porque não é frequente, e justamente por ser algo incomum torna-se tão precioso.
Não soa estranho isso? Pai e mãe é como feijão com arroz: algo que se tem todos os dias, gostoso, nutritivo, comum e especial simultaneamente, que até parece ser enjoativo pela sua frequência – “Quem dera que hoje tivesse outra coisa para comer aqui em casa!” – mas que, quando falta, dá saudade, faz uma falta tremenda. Por incrível que pareça, criança (todas!) gosta e precisa do bom feijão com arroz, ou seja, precisa de você.
Você é o presente mais comum e especial, é o brinquedo mais incrível, é o caminho mais necessário, então, o negócio é investir em estar presente na vida do seu miúdo.
Sabe aquele documentário que você não cansa de assistir? “Babies” (2010) é assim! Já o vi tantas vezes e todas as vezes que o assisto, vejo-o de novo: há sempre uma sensação de algo novo aos olhos e às sensações que as cenas despertam.
O documentário acompanha 4 bebês – Japão, Mongólia, EUA e Namibia – durante seu primeiro ano de vida em diferentes contextos culturais e como o desenvolvimento de cada um deles vai acontecendo. Conheça esses bebês!
Sandór Ferenczi é um psicanalista que dispensa apresentação! Sua obra hoje reunida em 4 livros abrange temas diversos dentro da Psicanálise, além de oferecer uma perspectiva diferenciada da proposta classicamente por Freud, inclusive no que diz respeito a noção de trauma. E hoje chegou meu box!
Hoje vou compartilhar aqui um texto que tem tudo a ver com a proposta de escrita do BLOG. Um texto da amiga, colega e talentosa Luciane Slomka cheio de boas reflexões para fazermos! Confere:
“Pela extinção do “Aproveita porque passa rápido”
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Não são poucas as vezes que ouvimos e até mesmo falamos às pessoas, quando o assunto é maternidade, a máxima “Aproveita! Passa tão rápido…”
Sério, isso ajuda a gente a aproveitar mais? Desde a gravidez essa frase me incomodava. “Será que eu to aproveitando?” “Mas nem sempre é assim tão legal”, “mas o que eu teria que estar fazendo diferente para realmente me sentir APROVEITANDO”?
E a máxima segue ao longo dos primeiros anos da vida da criança. Bebe de colo? “Aí que delicia, aproveita porque passa tão rápido!”, 1-2 aninhos? “Aproveita porque daqui a pouco começam a caminhar e dai acabou o sossego”. Será tão difícil a gente lembrar que aproveitar é um conceito tão subjetivo e individual quanto a própria maternidade ou paternidade? Eu não acho que ajuda ninguém essa sensação de que é preciso aproveitar porque num piscar de olhos aquela fase passa. Pelo contrário, acho que pode gerar angústia e ansiedade. Aliás, talvez esse seja o nosso maior sintoma da tal modernidade: não podemos perder nada, temos que aproveitar tudo, ter tudo, sermos sempre felizes.
Claro que nenhuma máxima torna-se máxima se não for no mínimo algo próximo da realidade. Claro que passa rápido, demais até. Mas o aproveitar é de cada um e cada um aproveita da maneira que pode. Por isso, nunca mais falei “aproveita essa fase” para ninguém.
Bom, vou parar de escrever aqui e APROVEITAR a sesta da minha filha para continuar lendo meu texto.”
Luciane Slomka
Quer dar mais uma espiadinha em textos que falam sobre “filhos” aqui no Blog? Clica nesses links:
Quem vai ao psicólog@? Que mitos existem em torno dessa decisão de fazer ou não psicoterapia? Quais preconceitos estão arraigados ao tratamento psicológico?
Quem precisa de psicoterapia ? Você? Eu? Pessoas seriamente doentes?
Psicoterapia é uma possibilidade incrível de se conhecer e ampliar o seu bem-estar e saúde mental. É um mergulho profundo, com direito a oxigênio! Mas, muitas vezes parece bem difícil de entender por quê fazer psicoterapia e quais os benefícios dessa escolha, então olha aí o vídeo da Jout Jout mandando muito bem sobre esse assunto!
Psicoterapia pode ser muito MANEIRA! E “bye bye” ao preconceito sobre o tratamento psicoterapia!!
Agora no início de Setembro (2016) estarei apresentando um trabalho na Jornada Anual do ITI (Instituto de Terapias Integradas de Porto Alegre) sobre o falso self! Confere a programação no site:
O BLOG Conversa de Gente Miúda existe já há alguns anos. O título, sugestão muito bem vinda do meu marido, foi tomando formato e ganhando espaço na minha mente e depois como blog propriamente dito visando privilegiar temas sobre os pequenos, como o próprio nome já diz.