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No fim dos anos 1800, início dos anos 1900, um jovem, ambicioso e promissor neurologista despontava com suas descobertas em uma Europa tradicional. O nome desse médico era Sigmund Freud.
Freud “brincou” que ele trouxe a praga, mas de que praga ele falava? De um conhecimento que não tem retorno: conhecer o inconsciente, logo, conhecer a si mesmo de uma forma nunca antes registrada.
A tal praga nos tira da ignorância sobre nós, sobre nossos processos psíquicos, sobre a sociedade, sobre a vida e a morte. É uma porta de entrada que só nos leva a outras novas portas – e isso é incrível!

A psicanálise originalmente poderia ser definida dessas três formas: como um procedimento para investigação dos processos mentais; um método baseado nessa investigação para o tratamento de transtornos neuróticos; e, uma série de concepções psicológicas adquiridas por esse meio e que se somam, umas às outras, para formar um disciplina científica.

A palavra psicanálise tem origem na química, significando em sentido amplo, análise de partes psíquicas. Hoje, todos esses conceitos seguem evoluindo e a psicanálise é um tratamento muito mais amplo do que foi no seu início, abarcando os mais diversos quadros de sofrimento e personalidade.

Até aqui, provavelmente pouca ou nenhuma novidade e você pode estar pensando:
Tá, mas e aí?
Onde isso tudo aparece?
Vou mostrar alguns exemplos muito cotidianos de onde a psicanálise está e você talvez não tenha percebido.

Vamos começar pela início da vida.
Quando o bebê ainda é bem pequeno e precisa muito de um cuidador devotado, o bebê não sabe que existe tudo isso em torno dele, as coisas aparecem para ele. Como por exemplo, o leite. A isso chamamos de onipotência que será um lastro fundamental para a personalidade.

Quando a criança brinca de jogar coisas para longe dela ou brinca com um adulto de sumir e aparecer (com um paninho na frente do rosto, sabe?), isso é uma aquisição fundamental para compreender, controlar e elaborar ansiedades.

E ao redor dos 4 anos em que meninos e meninas olham com deslumbramento para suas figuras parentais e desejam ser como eles e ficam tomados de ciúmes quando são preteridos? Logo, logo, ao redor dos 5 anos, irá aparecer o medo de dormir sozinho. Sabe como tudo isso se chama? Complexo de Édipo.

Imagine que você está chegando em casa depois de um dia bastante cansativo, está irritado, mas devido a sua personalidade lidar com sentimentos negativos é difícil. Então, você olha para seu/sua parceiro (a), de forma desconfiada, e diz: “Ihhhhh, você está estranho hoje!” Essa situação muito típica, é um mecanismo de defesa bastante básico. Chama-se projeção.

Você já se apaixonou pelo seu professor? Idealizou sua médica? Teve certeza que somente sua psicóloga lhe entendeu na vida? Isso acontece com todo mundo e chamamos de transferência.

Está bastante popular a expressão “síndrome da impostora”, já ouviu falar? Se não, já sentiu que se cobra muito, nada é o suficiente, ou, ainda, por mais que se esforce teme que não conseguirá? Isso soa familiar? Freud já escreveu sobre isso, e isso foi no início dos anos 1900, quando ele demonstrou os conceitos de ideal de ego e ego ideal.

E aquela escolha “errada” de parceiro ou parceira? Sabe aquela história de “sempre escolher quem te sacaneia”? Algumas pessoas chamam isso de forma jocosa de “dedo podre”. A psicanálise explica isso também? Sim, chamamos de compulsão à repetição.

Doenças que se associam a estados emocionais, conhecidas como psicossomáticas, nas quais o corpo vira palco de um estado de sofrimento ainda não nomeado e difícil de ser expresso por outras vias. A psicanálise nos mostra como ocorrem esses caminhos dentro do psiquismo dos sujeitos.

Trocou o nome de uma pessoa?
Esqueceu algo importante?
Sonha?
Desde que somos muito pequenos, até mesmo antes de nascermos, há uma história que nos permeia e conta sobre quem somos e por que razão somos da maneira que nos apresentamos. E a psicanálise não fala nada além disso:, de toda essa complexidade que envolve os dias mais banais de nossas vidas.

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Bibiana Malgarim
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