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Poeminha para um sábado de novembro

By novembro 17, 2012Psicologia

Minha janela respirava.

Sempre me disseram que as janelas eram os olhos,

mas descobri que elas são os pulmões,

por onde o ar escorrega através dos espaços de persianas, furos e frestas,

E enfim, afoga-se em si.

As janelas não olham,

Elas respiram.

Bufam quando contrariadas,

E abrem-se, enfim, quando deleitadas.