Inspirada pelos guardanapos – incríveis!! – do artista da séria “Eu me chamo Antônio” no qual diz – e desenha – dedico-me a escrever hoje um pouquinho sobre a frase “O melhor lugar do mundo nunca foi um lugar” (disponível na página do Facebook do autor e do Blog Conversa de Gente Miúda).
Quando o li imediatamente fui remetida a sensação do meu “lugar preferido” e ainda que um ou dois, no máximo, lugares surgissem na minha mente como esse lugar preferido, tal como um refúgio mesmo, entendi para o que o artista nos chama atenção: esse lugar, não é o lugar em si, mas toda a representação de um lugar preferido, o melhor, dentro de nós e colocamos onde estamos.
Isso vale para nossas casas, nossos refúgios, nossas vidas. Não se trata do local, mas do que construímos no decorrer da vida como “o lugar” e então, delicadamente vamos remontando nos ambientes que habitamos mais do que com nossos corpos, mas como nossas almas.
Esses lugares, melhores ainda em determinados momentos, remetem-nos a um estado de acolhimento de si mesmo – principalmente, quando somos já adultos – no qual, sermos o que somos é o mínimo, é simples, é aceitável na sua totalidade. Esse lugar, não é composto de concreto, nem de madeira, quiçá de qualquer outro material, é construído de nós mesmos – e de nossas experiências.
Por isso, o melhor lugar, não é um lugar, nem nunca será. O melhor lugar está – deveria estar, ao menos – dentro de nós, logo, acompanha-nos.